terça-feira, 21 de novembro de 2017

Acne: alimentação e cuidados estéticos

A acne é uma inflamação cutânea que acomete cerca de 40 a 50 milhões de pessoas em todo o mundo e tem o pico entre 12 a 24 anos. Quando acomete pessoas acima de 25 anos é considerada acne adulta.

Em relação às causas da acne, vários são os fatores, entre eles a hereditariedade, o estresse, a exposição à radiação ultravioleta, a obesidade, a alimentação, o tabagismo e a presença de doenças endócrinas.

O quadro em mulheres a partir de 25 anos deve ser avaliado por um médico endocrinologista, ginecologista ou dermatologista para saber a causa. Muitas mulheres que apresentam acne nessa idade podem ter alterações hormonais e até mesmo SOP (síndrome dos ovários policísticos). 

Quanto aos cuidados referentes à alimentação e tratamentos estéticos as indicações são:


Cuidados estéticos:
  • Limpeza adequada da pele com sabonete específico para essa região;
  • Uso de água termal, água micelar e/ou tônico;
  • Uso de protetor solar;
  • Limpeza de pele.

Alimentação:
  • Controle no consumo de carboidratos, principalmente refinados;
  • Incluir sementes e oleaginosas;
  • Incluir peixes;
  • Consumir chia e linhaça e/ou fazer suplementação no caso de vegetarianos/veganos;
  • Incluir folhas verdes escuras;
  • Incluir alimentos amarelo alaranjados;
  • Consumir água (35ml por kg de peso ao dia);
  • Diminuir consumo de óleos de cozinha (frituras, uso excessivo em preparações)
  • Incluir biomassa de banana verde e kefir.
Uma boa alimentação e cuidados estéticos adequados são essenciais para garantir a saúde da sua pele. Procure sempre um Nutricionista e um Esteticista de confiança.

Beijos da nutri!!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A polêmica da 'fruta causa cirrose'



Provavelmente você viu no facebook alguns dias atrás uma blogueira fitness ex-BBB dizer que fruta causa cirrose, o que segundo ela é obvio já que o álcool vem da cana de açúcar. OI?!

Bom, vamos lá entender se isso é real ou não. Para isso, precisamos entender o que são açúcares e como são metabolizados no nosso organismo.

Os carboidratos são subdivididos em complexos (amidos), simples (simples ou livres) e fibras alimentares. Em relação aos carboidratos simples, esses devem compor apenas uma pequena parte da nossa alimentação, não passando de 10% da energia consumida durante o dia. 

Quando consumimos carboidratos, a principal fonte de energia para nosso corpo, o que não será utilizado é armazenado na forma de glicogênio no fígado e músculos. Porém, nosso fígado só é capaz de armazenar 70g de glicogênio e o músculo esquelético 120g. O que excede esse valor é metabolizado em triacilglicerol sendo armazenado no tecido adiposo.

Esse estoque de glicogênio é importante para nosso organismo para manter os níveis de glicose sanguínea adequados ao longo do dia, conforme a produção dos hormônios insulina e glucagon. Esse glicogênio também pode ser utilizado caso o sistema de luta e fuga seja ativado ou precisemos de uma disponibilização rápida de energia.


Metabolismo 

Vamos lembrar que a glicose é o único combustível utilizado em quantidades significativas por células especializadas e, principalmente, o cérebro. Portanto seu consumo de forma equilibrada é EXTREMAMENTE importante.





Compreendendo essa imagem sucinta do metabolismo dos carboidratos vemos a absorção de frutose e glicose. 

A frutose é absorvida por dois mecanismos, sendo um facilitado, com baixa capacidade (ou seja, é pouco absorvido) e outro por cotransporte, dependente de glicose e com alta capacidade (ou seja, mais absorvido). Portanto, sim, a frutose é mais absorvida quando está na presença de glicose, como ocorre nas frutas, assim como quando está na forma de sacarose. 

As frutas apresentam as 2 formas de monossacarídeos (glicose e frutose) e a sacarose, um dissacarídeo.

Tanto glicose quanto frutose são absorvidas e levadas ao fígado pelo sangue portal para serem metabolizadas.

Como você pode ver pela imagem, a frutose será metabolizada até frutose-1P e a glicose será metabolizada em frutose-1-6-bifosfato (quando não utilizada para armazenamento na forma de glicogênio). Esses dois substratos podem então entrar numa cadeia de reações para formação de triacilglicerol e piruvato, que participa do ciclo do ácido cítrico (antigo ciclo de Krebs) para produção de energia. 

Em relação ao ácido graxo formado, o triacilglicerol, precisamos entender também que o seu transporte para o tecido adiposo depende do carreamento através do VLDL que são lipoproteínas de muito baixa densidade. Cada VLDL pode carrear de uma vez apenas 4 moléculas de triacilglicerol. 

Quando o organismo apresenta alguma deficiencia na produção de VLDL, no seu funcionamento ou produz triacilgliceol além da capacidade e quantidade de VLDL ao invés de ser transportado para o tecido adiposo o excesso é armazenado nos hepatócitos, as células do nosso fígado. Conforme essa deposição de ácido graxo aumente nos hepatócitos teremos a formação de esteatose hepática.

A esteatose faz parte da DHGNA - doença hepática gordurosa não alcoólica (quando não causada pelo consumo de álcool, obviamente). 

A DHGNA é influenciada pelos hábitos alimentares, sedentarismo, background genético e resistência à insulina.

Contudo, a DHGA apresenta estágios, sendo a esteatose hepática pura o primeiro deles. O segundo estágio é a esteatose com inflamação; o terceiro a esteatose com lesão hepatocelular e o quarto estágio a esteatose com fibrose sinusoidal, corpos de Mallory ou ambos.

Mas e aí, e a cirrose pela frutose?

Para se desenvolver uma cirrose é preciso evoluir por todos esses estágios citados acima o que não ocorre em um estilo de vida equilibrado e saudável com uma alimentação constituída por alimentos de verdade, além de prática de atividade física regular, consumo moderado de bebida alcoólica e demais hábitos não prejudiciais à saúde.

Além disso, a formação de esteatose hepática é relacionada ao consumo exagerado de sacarose, principalmente, muito utilizado pela indústria. Dizer que uma pessoa terá cirrose porque comeu uma fruta é algo tão absurdo quando dizer que cigarro não faz mal aos pulmões.

A quantidade de sacarose utilizada pelas pessoas para adoçar bebidas, além do consumo intrínseco através de refrescos, refrigerantes, produtos prontos para consumo, doces, cereais matinais, granolas industrializadas, barrinhas de cereais, entre diversos outros produtos é muito maior do que a quantidade de sacarose, frutose e glicose que será consumida e absorvida pelo consumo de frutas, principalmente quando consumidas in natura e acrescidas de gorduras boas, proteínas e/ou fibras para tornar o processo de digestão e absorção mais lento evitando a entrada repentina desses monossacarídeos na corrente sanguínea.

Além disso, é de uma irresponsabilidade ABSURDA dizer às pessoas que fruta faz mal, elas são fontes de vitaminas e minerais IMPORTANTÍSSIMOS para nosso organismo, assim como fonte de fibras. 

Bater na tecla de que só caloria importa é no mínimo ridículo e típico de pessoas que não estudaram NADA sobre fisiologia humana mas se sentem no direito de passar orientações nutricionais aos outros sem tomar conta da dimensão de riscos que pode estar causando. Deficiências nutricionais são seríssimas, podem causar a expressão de genes polimorfos (genes com alterações), desencadear doenças e piorar as já existentes. 

Frutas são EXTREMAMENTE importantes na nossa alimentação e devem ser consumidas em torno de 3 a 5 porções por dia. Não seria melhor você diminuir a quantidade de açúcar de adição ao invés de demonizar o melhor fast food que a natureza poderia lhe proporcionar?

Se você já tem esteatose hepática, está obeso ou simplesmente gostaria de se alimentar melhor e receber orientação de pessoas realmente capacitadas para tal, procure um nutricionista de sua confiança. Ele é o único profissional apto a tirar todas as suas dúvidas em relação à alimentação e traduzir as suas necessidades em comida de verdade.


Beijos da nutri!!



Patrícia Alamino Silva
Nutricionista & Coach
CRN 3 43625

R Araçatuba, 77 - Vila Trujillo, Sorocaba/SP
Telefones: 15 3100.0188 | 99106.8228

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Existe um terreno de 300m2 dentro de você, sabia?!

Recurso da foto: google imagens

É isso mesmo, você possui um órgão dentro do seu corpo que apresenta uma área de 200 a 300m2. Sabe de qual eu estou falando?

Do Intestino Delgado!

Ele é o principal órgão para absorção de nutrientes e água, daí sua grande área absortiva. Para isso, ele é formado por dobras denominadas válvulas coniventes, cobertas por vilosidades que por sua vez são cobertas por microvilosidades.


O processo de absorção de nutrientes é bem complexo e combina dois tipos de transportes, o ativo e o passivo.

O transporte passivo se dá pela difusão passiva ou pela difusão facilitada. Na primeira a absorção ocorre quando o nutriente ultrapassa a mucosa intestinal através de aberturas aleatórias nas paredes das células ou passa por canais proteicos. Já na difusão facilitada, a passagem ocorre com a ajuda de proteínas carreadoras/transportadoras.

No transporte ativo além das proteínas carreadoras é necessário gasto de energia para que a passagem aconteça. Como alguns nutrientes utilizam o mesmo transportador eles podem competir pela absorção. Esse é um dos motivos de nós nutricionistas sempre orientarmos pela variedade nutricional. Além disso, o carreadores também podem ficar saturados, deixando a absorção do nutriente mais lenta.



Já o intestino grosso tem 1,5m de comprimento e é composto por ceco, cólon e reto. O muco secretado nele é responsável por unir as fezes e proteger a parede intestinal de escoriações e atividade bacteriana.

Ele é o local de fermentação bacteriana de carboidratos e aminoácidos, da síntese de pequenas quantidades de vitaminas, armazenamento e excreção de resíduos fecais. O conteúdo do colon se move a cerca de 5cm/h o que permite a absorção de nutrientes remanescentes.

A defecação ocorre de forma variável indo de três vezes ao dia até 1x a cada 3 dias, formando fezes de 100 a 200g, constituidas por cerca de 75% água e 25% sólidos, porém as proporções podem variar bastante de acordo com dieta, estilo de vida, medicamentos e patologias.

Uma dieta rica em frutas, vegetais, legumes e grãos integrais normalmente reduz o tempo de trânsito intestinal, levando a defecações mais frequentes e com fezes maiores e mais macias.


Gostou de saber mais sobre esse órgão incrível?! Então compartilhe com seus amigos nas redes sociais! 
E se você quer saber se sua alimentação está adequada ou se é o momento para fazer uma modulação intestinal, procure um Nutricionista.


Beijos da nutri!

Patrícia Alamino Silva
Nutricionista & Coach
CRN3 43.625

Local de atendimento: Rua Araçatuba, 77 - Vila Trujillo, Sorocaba/SP
Telefones: 15 3100.0188 ou 99106.8228

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Por que eu faço essas escolhas?

Entenda, de uma vez por todas, o que te leva à escolher os alimentos que come hoje.

comida, nutrição comportamental

"O consumo alimentar é determinado pelas escolhas alimentares dos indivíduos e constitui um processo complexo, que envolve fatores biológicos, socioculturais e psicológicos - a interação desses fatores.
Escolha é definida como um processo mental de pensamento que envolve o julgamento dos méritos de várias opções e a seleção de uma delas para ação. As escolhas alimentares podem, dessa forma, ser um tipo de comportamento, e significam a opção por determinados alimentos em detrimento de outros (mesmo que isso possa variar dependendo do local, da circunstância, etc.)."- Livro Nutrição Comportamental, 2015.


Você já parou para pensar nos motivos que te levam à escolher os alimentos que escolhe?

Hoje recebemos informações sobre nutrição o tempo todo por todas as vias de comunicação e da boca (ou dedos) de estudiosos e leigos. Esse excesso de informação têm causado grande confusão na cabeça das pessoas que acabam optando por seguir alguém como modelo ideal, tentando reproduzir o padrão alimentar daquela (ou daquelas) pessoa(s).

Muitos fatores interferem nas escolhas alimentares. Alguns sempre fizeram parte desse momento e outros foram incorporados à medida que a sociedade se globalizou e as redes sociais foram parar a poucos toques de distância.

Devemos lembrar que de maneira geral nossa escolha alimentar é totalmente influenciada pelo contexto em que estamos inseridos no momento do consumo. 

Se estamos acompanhados, se essa companhia nos é agradável, se estamos em uma refeição do dia a dia ou num momento de comemoração; também interfere o ambiente onde iremos realizar aquela refeição, se nos é agradável ou não gostaríamos de estar ali, a música, a luz, a interação com pessoas desconhecidas.

Fatores físicos também interferem, como nossa capacidade de perceber a fome, se estamos bem ou doentes, se apresentamos alguma doença ou desconforto. 

As preferências em relação à textura, temperatura, sabor, combinações alimentares. Nossa vontade ou não de experimentar algo novo também influencia. 

Não podemos esquecer que a nossa condição financeira também está fortemente influenciando nossas escolhas a todo momento. Assim como nossa visão de mundo, nossas crenças, medos, a maneira como fomos apresentados aos alimentos durante a infância, nossa relação com a comida durante as duas primeiras décadas de vida e as situações que vivenciávamos em casa em relação ao alimento, dietas, peso e doenças.

Como se já não bastassem os fatores sociais, econômicos e culturais que influenciam nossas escolhas, agora também somos fortemente influenciados pelo bombardeio de informações nutricionais vindas pelas mídias. 

Mídias essas que mais causam frustração e confusão do que qualquer outra coisa. Ir à uma padaria tomar um café da tarde e escolher um café com leite integral e uma fatia de bolo simples não é mais tão bem vista quanto se é influenciado a acreditar que isso é praticamente o mesmo que ingerir veneno e você está sendo fraco, ignorante, fracassado e desleixado. Afinal de contas, porque não escolheu o café descafeinado emagrecedor com leite vegetal de amêndoas acrescentado de uma colher de sopa de óleo de coco extravirgem e orgânico sem adoçar com NO MÁXIMO um punhado de gojiberry para mastigar?

Pois eu tenho uma dica muito valiosa pra te dar.

Pare por 5 minutos, dê uma deslizada no seu instagram e facebook para ver as pessoas que está seguindo. Quais delas te passam uma mensagem de conforto, apoio e equilíbrio? As que te passarem tudo isso, você deixa lá, as que não te proporcionarem tudo isso, pelo contrário, só te mostrarem uma rotina totalmente impossível para a sua realidade, uma alimentação totalmente restritiva, cheia de neuras e insustentável, dá logo um unfollow

Acredite, essa ação muito simples e rápida irá ajudar MUITO a melhorar sua relação com a comida. Quando não se tem neuras é muito mais fácil conseguir se alimentar melhor e ver resultados sustentáveis. 

E se você tiver um tempinho, dá um play nesse vídeo do Eu Vejo com a Pós-Doutora Marle Alvarenga.




Um grande beijo!!! 😘💓

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Bebida alcoólica e emagrecimento

Você quer emagrecer, mas não abre mão de uma cervejinha no final de semana?
Talvez isso esteja te atrapalhando.



Muitas pessoas me perguntam no consultório se precisam abrir mão da bebida alcoólica já que querem emagrecer. A resposta, depende do caso e do quanto é consumido.

O álcool não é necessário ao nosso organismo e é visto por ele como algo tóxico. Portanto, ao consumir bebida alcoólica, ela é absorvida rapidamente pelo intestino delgado e levada ao fígado para ser metabolizada. Nosso corpo começa então, uma luta para eliminar aquela substância. 

Todo o nosso metabolismo lipídico, glicídico e proteico é alterado. A absorção de nutrientes é deixada de lado e os rins passam a trabalhar feito loucos.

O álcool faz com que a glicose pré-existente em nosso corpo dê origem ao ácido lático, causando uma acidose lática, diminuindo então nosso estoque energia. Ao mesmo tempo, impede a gliconeogênese, que é a transformação de aminoácidos em glicose. Essa depleção de glicose no organismo é a responsável por causar hipoglicemia que se não controlada a tempo pode provocar um coma alcoólico com risco de morte.

Em relação a gordura, com a alteração no metabolismo de lipídios, o aumento na síntese de gordura por conta de alterações hormonais e o próprio metabolismo do álcool, temos um acumulo de gordura durante esse período. Devemos lembrar também, que normalmente consumimos bebidas alcoólicas junto a alimentos mais gordurosos, o que aumenta ainda mais a deposição de gordura.

Além disso, o álcool desidrata nosso organismo, já que ele é solúvel em água e é através da urina, principalmente, que tem sua excreção realizada. 

Outro fator importante de se lembrar é que ele atrapalha na hipertrofia se consumido com muita frequência e principalmente em grande quantidade, pois por ser solúvel se armazena no cérebro, coração, rins e músculos que são compostos em grande parte por água. 

Portanto, se você deseja emagrecer é importante que faça o acompanhamento com um nutricionista para que ele avalie se o seu consumo de bebida alcoólica está te atrapalhando. 

Minha orientação é de que, com moderação e dentro de uma alimentação equilibrada e na presença de exercícios físicos regulares, a ingestão de bebida alcoólica não terá tanto impacto negativo se seu emagrecimento será baixo ou moderado (até 10kg). Contudo, se você precisa perder mais de 10kg, é interessante que se evite ao máximo o consumo de bebida alcoólica durante o processo.

E se você quer saber como calcular as calorias vindas da sua bebida alcoólica, siga as etapas a seguir:

  • pegue a média de % de álcool presente nas bebidas que costuma tomar em um dia e divida por 100.
  • multiplique o resultado por  0,8 que é a densidade do álcool.
  • multiplique o resultado pelo total em ml consumido em um dia.
  • multiplique o resultado por 7 que é o número de calorias por 1ml.


O resultado será o consumo de calorias vindas do álcool em um dia. Pode calcular o quanto consome por semana e mês.

Embora eu não trabalhe com calorias no consultório, essa é uma boa forma de se visualizar o impacto do álcool na sua alimentação.

Beijos da nutri!!!


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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Coaching, o que é e como pode pode te ajudar a emagrecer?

Como um programa de coaching pode te ajudar a desenvolver um plano de ação eficiente para atingir objetivos de maneira mais simples, rápida e duradoura?



Imagine você, se pudesse sair do seu estado atual e alcançar o seu objetivo de maneira simples, rápida e duradoura? Parece sonho, depois de ter tentado tantas formas diferentes de conseguir o que deseja, não é mesmo?

Mas saiba que existe uma metodologia capaz de te ajudar exatamente dessa maneira. Ela se chama coaching e pode ser aplicada para qualquer setor da sua vida. Inclusive, depois que você faz um processo de coaching e passa a ter conhecimento de algumas ferramentas e técnicas, é comum começar a aplicar por conta própria em outros campos da sua vida, tornando essa metodologia um hábito para planejamento de metas.

Mas como isso funciona, nutri?!

Bem, no processo de coaching existem duas pessoas atuando, o coach (profissional) e o coachee (cliente). A função do coach é guiar seu coachee, através de escuta ativa, ferramentas e questionamentos para que ele consiga identificar seu objetivo principal, seus motivos pelos quais deseja alcançar esse novo estado, o que está impedindo de ter determinada situação em sua vida e como modificar isso, planejando ações efetivas e que estejam realmente ao alcance do coachee.

Ou seja, num processo de coaching o coach nunca irá te dizer o que você deve fazer, as metas e ações precisam partir de você através desse guia, para que assim realmente haja comprometimento com essas metas. Ninguém gosta de ser mandado, ter que fazer algo porque outra pessoa disse que assim deve ser. Mas gostamos de ter as rédeas de nossas vidas e decidir o que faremos ou não, e é com isso que o coaching trabalha. Porém, por ter um profissional habilitado e ferramentas efetivas, as ações não são desordenadas e perdidas, desperdiçando tempo, energia e determinação.

Portanto, se você já tentou de tudo para mudar hábitos de vida e ter mais saúde, disposição e o peso que deseja, mas nunca conseguiu resultados reais e duradouros, talvez esteja na hora de procurar um Coach para te auxiliar nessa jornada incrível em busca da sua nova e melhor versão.
Se ficou interessado, entre em contato para agendar sua primeira sessão experimental gratuita e dê um pontapé inicial na sua transformação.

Beijos da nutri!

Obs.: O coaching pode ser realizado de maneira presencial ou à distância.  

Risco Cardiovascular e probióticos

Título original: Reação intestinal: Como as bactérias em sua barriga podem afetar seu coração.
Originalmente postado por Health Harvard.

Projetado por Nensuria - Freepik.com

Você conhece o velho ditado, o caminho para o coração de um homem é através do seu estômago? Acontece que há uma nova reviravolta para esse cliché. (E só para ficar claro, isso se aplica para mulheres, também).

Você provavelmente está ciente de que o que come desempenha um papel na saúde do seu coração. Agora, cientistas estão buscando saber mais sobre como as trilhões de bactérias que habitam as profundezas do seus trato digestivo podem interferir no risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Coletivamente conhecidos como microbiota intestinal, esses micróbios ajudam na digestão, mas também produzem vitaminas, eliminam toxinas e melhoram seu sistema imunológico. Na última década, cientistas descobriram ligações entre diferentes tipos de microbiotas intestinais e o desenvolvimento de obesidade e diabetes - dois fatores intimamente ligados ao aumento no risco de doenças cardíacas. Recentemente, muitos estudos têm explorado como nossa microbiota intestinal interage com a comida que comemos e estimulam a inflamação e estreitamento arterial. Esses achados científicos são preliminares, mas experts esperam que eles um dia guiem uma recomendação alimentar personalizada ou outras terapias para diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

Lesão arterial

O estudo inicial que descobriu a conexão entre microbiota intestinal e doenças cardiovasculares foi realizado pela Clínica Cleveland. Eles descobriram que quando a microbiota intestinal se alimenta de uma substância química chamada colina (encontrada em ovos, carne vermelha e produtos derivados do leite), produzem um componente chamado TMA. No fígado, TMA é convertido em TMAO, que causa o endurecimento das artérias (aterosclerose) em ratos e está ligada ao aumento no risco cardiovascular em humanos.

"Pela primeira vez, eles mostraram como a relação entre um componente alimentar, metabolismo bacteriano e metabolismo humano pode gerar consequências para os vasos sanguíneos", diz o cardiologista Dr Joseph Loscalzo, que integra o departamento de medicina no Brigham and Woman's Hospital, afiliado à Harvard.

Evitando bloqueios

Os pesquisadores então testaram uma molécula que bloqueia a produção de TMA, a qual deram aos ratos propensos à aterosclerose, de acordo com seus genes e uma dieta rica em gordura. A molécula, chamada DMB, está naturalmente presente em óleo de oliva e vinho. Os ratos que receberam DMB em sua água apresentaram artérias mais saudáveis e limpas do que os que não receberam.

Recentemente, pesquisadores chineses descreveram uma abordagem diferente, mas relacionada à prevenção de lesões nos vasos sanguíneos de ratos pré-dispostos a aterosclerose. Eles descobriram que dando aos ratos uma cepa específica chamada Akkermansia muciniphila, puderam prevenir inflamação - resposta imunológica persistente e crônica que contribui para a formação de placas de gordura nas artérias. O efeito foi maior junto à uma proteína capaz de "apertar" a junção entre as células no revestimento interno intestinal, explicou Dr Loscalzo. Como resultado, menos toxinas vindas da alimentação puderam passar do intestino para a corrente sanguínea, que por sua vez reduziu a inflamação.

Exame intestinal

Juntos, esses resultados sugerem que alterando a microbiota intestinal de diversas maneiras pode-se minimizar a lesão nos vasos sanguíneos, diz Dr Loscalzo. Também há evidências de que a microbiota intestinal pode influenciar os níveis de colesterol e outras gorduras na corrente sanguínea, assim como a pressão arterial. 

Mas por enquanto, é muito cedo para oferecer qualquer recomendação específica baseada nesses estudos. A microbiota humana é única, o que torna difícil definir exatamente o que constitui um intestino saudável.  Entretanto, uma maior combinação de bactérias parece ser mais saudável do que a limitação a uma só. Pessoas com uma alimentação tradicional, baseada em dieta mediterrânea ou asiática tendem a ter uma maior diversidade intestinal de bactérias do que americanos e europeus, cujas dietas são carregadas de carne vermelha, açúcares e outros carboidratos refinados, e pobres em frutas e vegetais. 




Acne: alimentação e cuidados estéticos

A acne é uma inflamação cutânea que acomete cerca de 40 a 50 milhões de pessoas em todo o mundo e tem o pico entre 12 a 24 anos. Quando aco...